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Fundação SM publica anuário sobre livro infantojuvenil

9 de maio de 2022 Ouvir o texto

  • Para 8 em cada 10 jovens, a leitura tem sido uma grande ajuda durante a pandemia e os períodos de isolamento social.
  • A tecnologia assumiu uma relevância sem precedentes durante este ano, sendo um meio eficaz para que autores, editoras e livreiros pudessem continuar seu trabalho e se conectar com os leitores.

A Fundação SM publicou no início do ano a 13ª edição do Anuário Ibero-Americano do Livro Infantojuvenil 2021, com um panorama ao longo de seus 14 capítulos sobre a realidade do setor editorial na Ibero-América e a situação atual em cada um dos países em que a Fundação SM está presente, incluindo informações sobre publicações em catalão, galego e basco, além de espanhol e português. Trata-se de uma obra coletiva escrita por especialistas do mundo da literatura infantojuvenil ibero-americana, e publicada a cada dois anos desde 2012.

Esta nova edição foi especial porque nasceu no contexto de uma pandemia que tem restringido o acesso à cultura e à educação em muitos lugares. Por isso, desde 2020 a Fundação SM tem concentrado muitos de seus esforços no desenvolvimento de programas de incentivo à leitura, por ser “um aprendizado essencial para a vida, além de ser o primeiro passo para alcançar a equidade e a inclusão”, nas palavras de sua diretora, Mayte Ortiz.

Para 8 em cada 10 jovens, a leitura tem sido de grande ajuda desde o início da pandemia e durante os períodos de isolamento social. “Podemos afirmar que, nos piores momentos dessa crise, os livros nos acompanharam, e que, por meio deles e graças à tecnologia, conseguimos partilhar a incerteza e construir comunidade. Para muitos, a leitura foi como um ar fresco, uma janela para o mundo, um refúgio”, explicou Teresa Tellechea, coordenadora dos programas de promoção de leitura da Fundação SM.

O perfil leitor no Brasil

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2019-2020), realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural e aplicada pelo IBOPE Inteligência, cerca de 27 milhões de brasileiros nas classes C, D e E são consumidores de livros, enquanto 17 milhões são os compradores das classes A e B.

A Pesquisa Juventudes no Brasil 2021, da Fundação SM, revela que 67% dos jovens entrevistados gostam de ler. As jovens mulheres (31%) leem mais que os homens (25%). O mesmo estudo aponta que a média de livros lidos por escolha própria entre os jovens de 15 a 29 anos foi de 4,3.

As faixas etárias que possuem mais leitores são a de crianças de 11 a 13 anos, seguido das crianças de 5 a 10 anos. A partir dos 14 anos a Retratos da Leitura no Brasil aponta que o interesse passa a cair gradativamente.

O professor é o principal influenciador não só na escolha de títulos, como também em seu papel no despertar do interesse pela literatura (contos, crônicas, romances, poesia). Em 2019, 62% dos leitores de livros de literatura revelaram ter se interessado por este gênero a partir de uma indicação da escola ou professor e 50% por influência de amigos.

O cinema e a música também cumprem o papel relevante neste sentido: 54% dos leitores de livros de literatura dizem que seu interesse surgiu a partir de filmes baseados em livros ou história de autores e 34% dos leitores de livros deste gênero citam as letras de música. As mães ou responsáveis do sexo feminino estão em quinto lugar como influenciadoras, com 40% das menções dos leitores de livros de literatura.

As principais motivações do brasileiro para ler literatura são por gosto ou interesse pessoal; para se distrair; e por indicação da escola.

Tendências 2020-2021

Como observado em anos anteriores, o livro ilustrado vem ganhando presença nas livrarias e nos meios de comunicação. Desde os convencionais “livros ilustrados para crianças” até aqueles voltados para o público infantil, juvenil ou adulto, que beiram os romances gráficos e outros gêneros, assim como versões ilustradas sofisticadas de clássicos. Esse protagonismo se deve ao empenho de pequenas editoras independentes que, curiosamente em meio à crise, se mantêm focadas nesse nicho especializado, e ao dos grandes grupos editoriais que financiam prêmios de ilustração ou colaboram com instituições na busca de novos talentos.

As sagas, os best sellers da literatura infantojuvenil, são um fenômeno que merece ser destacado dentro da variedade e heterogeneidade do que é publicado. Tem uma origem recente na literatura juvenil, mas seu desenvolvimento, especialmente no gênero fantasia, dura até hoje e tem se estendido à literatura infantil de forma imparável. Em sua diversidade de propostas, todas convergem em sua alta qualidade literária.

A fantasia parece estar cedendo lugar ao realismo, como indica a coincidência, entre as publicações desse ano, de títulos de todas as idades que abordam temas que fazem parte da vida cotidiana e do debate social. A imigração, a guerra, a morte e a doença, a desestruturação familiar e a revolução digital são apenas alguns dos temas nos quais as editoras apostaram.

A grande novidade desses anos são os livros informativos/ensaio, que combinam o relato com o ensaio e que retornam ao tema recorrente e atual das mulheres na literatura infantojuvenil. Uma linha editorial destinada a crescer e se desenvolver, que consolida sua tendência ascendente; de fato, é parte das apostas comerciais de editoras e livreiros.

É importante ressaltar o auge, a boa saúde (embora não acompanhada de um grande número de títulos) e a qualidade da poesia destinada às crianças, já que adolescentes e jovens se tornaram grandes consumidores de poesia. É um fenômeno que pode ser constatado nas redes, que estão inundadas de versos de qualidade cada vez maior.

Para acessar na íntegra esta e todas as edições anteriores do anuário, clique aqui: Anuários de literatura infantojuvenil (em espanhol).

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