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E se os professores pudessem contar com a gente?

5 de setembro de 2017 Ouvir o texto

Constituição Federal sobre educação: direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Quem acha que isso ocorre? A maioria dos professores acha que não. Mais: se ressente que não. Entre as várias reclamações ligadas à desvalorização da carreira, uma comum é a de estar sozinho quando fecha a porta da sala de aula. O Quero na Escola – Professor tem a enorme ambição de mudar isso.

Em 2016, quando o Quero na Escola estava no ar apenas há alguns meses, perguntando aos alunos o que mais gostariam de aprender além do currículo, começamos a receber mensagens de professores com pedidos para participar. Eles também queriam mais em suas escolas, em suas formações. Por conhecer o trabalho da Fundação SM e de sua diretora, Pilar Lacerda, propusemos a parceria que hoje possibilita a ação.

No Quero na Escola – Professor qualquer educador de escola pública pode convidar alguém a ajudar pessoalmente de forma voluntária. Pode ser algo para a formação dos próprios professores, pode ser para os alunos ou para dar um toque especial em algum projeto em andamento.

Na primeira edição, no ano passado, a proposta era tão novidade, que metade das 60 pessoas que se inscreveram não chegaram a fazer um pedido específico que pudéssemos validar. Os 36 que pediram ajuda resultaram em 10 atividades e no atendimento direto a 594 alunos, 72 professores e 21 voluntários dentro de escolas públicas. Mas as histórias são melhores que os números.

Entre os casos houve aulas de tecnologia para professores, oficina de gestão de conflito, um grafite em duas portas que acabou inspirando uma ação na escola inteira, e um grupo de teatro de deficientes visuais que fez uma apresentação para uma escola inteira. Quase um ano depois, algumas histórias continuam reverberando, como a da quadrinista, Rebeca Prado, que ajudou em um trabalho para transformar a história do bairro Confisco, em Belo Horizonte, em quadrinhos. Esta revista, produzida pela Escola Anne Frank, acabou publicada e ganhou o Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos de 2017.

Resultados emocionantes, mas ainda pequenos perto do desafio. O Quero na Escola e a Fundação SM querem que todos os professores do Brasil fiquem sabendo que há pessoas dispostas a colaborar, que as escolas saibam que estão inseridas em uma sociedade com a qual devem construir e contar.

Este ano, o projeto reabriu inscrições no final de julho e convido a todos a ver o mapa de pedidos no site do especial. Professores de mais de 90 escolas de todas as regiões do Brasil já enviaram suas demandas em busca de parceiros da comunidade. Difícil escolher alguns para citar. Os convites de participação vão da busca por formas de melhorar a relação com os alunos, passando por palestras e oficinas de temas urgentes como bullying e drogas, a um empurrão em sonhos, como iniciar uma horta ou uma sala de leitura.

As inscrições para educadores seguem abertas. Cada pedido que chega, independente do resultado que vá dar, já é uma declaração forte: os professores sonham com mais para si, suas escolas, seus alunos, sua comunidade.

Agora estamos conversando com os interessados em participar e buscando mais gente que queira atender aos convites. Os professores podem contar com a gente? Em muitos casos podem sim. Em outubro, mês dos professores, vamos garantir muitos presentes em forma de presença nas escolas públicas.

Cinthia Rodrigues é jornalista e coordenadora do Quero na Escola

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