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Fundação SM lança pesquisa sobre igualdade de gênero

8 de março de 2022 Ouvir o texto

Estudo realizado pelo Observatório da Juventude por ocasião do Dia Internacional da Mulher ouviu 1.592 de quatro países e apresenta dados preocupantes sobre a percepção dos jovens com relação à igualdade de gênero.

O estudo Perspectivas sobre a igualdade de gênero, o feminismo, a violência de gênero e as relações afetivo-sexuais realizado pela Fundação SM por meio do Observatório da Juventude na Ibero-América, pretende alertar sobre uma preocupante tendência detectada entre os jovens de 14 a 29 anos. A pesquisa, realizada com 1.592 jovens (no Brasil, Chile, Espanha e México) por ocasião do Dia Internacional da Mulher, sonda as opiniões dos e das jovens sobre os debates presentes na sociedade com relação à igualdade de gênero e ao feminismo.

“Estamos detectando com preocupação que 1 em cada 4 jovens no Brasil pensa que, em uma relação sexual, quando as mulheres dizem ‘não’, pode ser interpretado como um ‘sim’, e que 19% (aproximadamente 1 em cada 5) pensam que é normal que, nos relacionamentos, o homem controle a mulher”, destacou Mayte Ortiz, diretora da Fundação SM.

Por outro lado, é animador que, neste mesmo estudo, 88% dos jovens solicitem uma maior presença da educação em igualdade de gênero nas escolas, o que constata o poder transformador que a juventude concede à educação.

Nesta linha, Mariana Franco, responsável pela Fundação SM no Brasil, reforçou a importância das escolas e universidades para fomentar uma formação em valores que promovam uma visão mais próxima da realidade. “O fato de 92% dos entrevistados considerarem a violência de gênero um problema grave na sociedade nos mostra o quanto essa questão é estrutural no Brasil, que precisa de mobilização de muitos setores – inclusive da Educação – para que haja uma mudança efetiva”, pondera.

O relatório também reflete outras dimensões acrescentadas à percepção dos jovens com relação à igualdade entre homens e mulheres: 92% consideram que a igualdade de gênero deveria ser importante para homens e mulheres de forma equivalente. No entanto, 30% dos garotos pensam que as mulheres, sob o pretexto de igualdade, pretendem ter mais poder do que os homens.

“Os jovens não são alheios ao ambiente ao seu redor, e estão construindo sua visão de mundo com base no que observam. Por isso é um sinal de alarme para toda a sociedade que 55% das garotas considerem que outras mulheres se aproveitam das leis contra a violência de gênero para fazer falsas acusações contra os homens, em comparação com 68% dos homens”, ponderou Mariana.

A pesquisa revelou que os garotos são particularmente cautelosos com a ascensão do movimento feminista. Metade dos jovens diz que o entendimento entre homens e mulheres tem piorado, e cerca de 2 em cada 3 pensam que o feminismo tem ultrapassado os limites.

Panorama ibero-americano

O Brasil é o país com a menor porcentagem (22%) de jovens que concordam com a afirmação: “As mulheres, sob o pretexto de igualdade de gênero, pretendem ter mais poder do que os homens.” Na Espanha e no Chile, respectivamente, 35% e 34% dos entrevistados concordam com a afirmação, enquanto no México, 29%.

Os jovens dos quatro países concordam que “as pessoas devem preencher as vagas de trabalho com base em seus méritos, sem diferenciar homens e mulheres” (Brasil, 90%; México, 89%; Chile, 88%; Espanha, 83%).

Com relação à questão “as mulheres são forçadas a se esforçar mais do que os homens para provar que merecem suas posições de responsabilidade”, os mexicanos são os que menos concordam com a afirmação (46%), enquanto o Brasil é o país com mais jovens que acreditam que há desigualdade de gênero no mercado laboral e discordam da frase (73%). No Chile e Espanha, 69% e 68% dos entrevistados concordam com a afirmação.

“Ao aplicar um estudo simultaneamente em quatro países, conseguimos fazer um retrato sobre a percepção dos jovens dessas localidades, traçando um panorama comparativo: de que forma os mesmos temas são vistos e tratados em cada país, onde há avanços e onde ainda tem entraves. Nós pretendemos, com esse estudo, munir as escolas e as entidades educacionais com dados importantes e atuais, capazes de lhes auxiliar na tomada de decisões para uma educação de qualidade para a infância e a juventude”, enfatiza Mariana.

O objetivo da Pesquisa Flash é captar, em pouco tempo e simultaneamente em quatro países, a opinião dos jovens sobre uma questão específica e, então, compartilhar a análise dos dados e o relatório dos resultados de maneira ágil. Para a pesquisa “Perspectivas sobre a igualdade de gênero, o feminismo, a violência de gênero e as relações afetivo-sexuais” foram entrevistados 1.592 jovens de 14 a 29 anos, na Espanha, no Chile, no México e no Brasil, entre os dias 7 e 11 de fevereiro de 2022. A margem de erro é de 4,9%.

Para conferir mais detalhes sobre a pesquisa, faça download aqui: Pesquisa Flash FSM Brasil-Gênero.

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