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Prêmio Territórios divulga vencedores

14 de março de 2019 Ouvir o texto

O Prêmio Territórios acaba de anunciar os dez projetos de educação integral vencedores de sua terceira edição. A iniciativa voltada a escolas e professores da rede pública municipal de São Paulo, é realizada pelo Instituto Tomie Ohtake em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, com patrocínio da Estácio e apoio da Fundação SM.

A seleção dos vencedores levou em conta a integração entre escola e território; a relação com a cultura em sua ampla acepção e diversidade, incluindo as diversas culturas e fazeres artísticos produzidos por estudantes e pela comunidade; a colaboração de membros da escola e da comunidade; acessibilidade e diversidade; o protagonismo dos participantes; a interdisciplinaridade; a conexão do projeto com o currículo da escola; a consistência dos processos de investigação e produção de conhecimento; os efeitos gerados nos participantes, no ambiente escolar, na gestão escolar e na comunidade e o potencial multiplicador da metodologia utilizada.

Parabéns aos vencedores! Confira, a seguir, os projetos:

Slam Altino: ninguém cala o nosso grito!
EMEF Altino Arantes
DRE Ipiranga

Por meio de um projeto interdisciplinar e alinhado às diretrizes curriculares, o Slam Altino torna-se, além de um acontecimento poético, um acontecimento social e cultural no qual os alunos abordam criticamente, em sua produção poética, temas caros aos Direitos Humanos, despertando os espectadores e a si próprios para reflexões políticas e sociais amplas e específicas.

Com o Slam, os alunos já percorreram diversos locais da cidade com suas apresentações, criaram conteúdos para circular nas redes sociais e utilizaram linguagens artísticas para intervenções no bairro, ampliando o diálogo com o território.

 

Música e brincar na Educação Infantil: por todos os cantos e encantos da infância
EMEI João Mendonça Falcão
DRE Penha

A EMEI João Mendonça Falcão recebe alunos de 11 nacionalidades diferentes. A partir dessa constatação, as educadoras voltaram seus olhares para as diversas particularidades culturais do grupo de alunos e pais, iniciando o projeto “Música e Brincar na Educação Infantil”.
O projeto consiste em uma pesquisa sobre as culturas de diversos países através da música, investigando, junto às famílias, os cantos advindos de diversas nações.
A iniciativa, que contou com a parceria dos músicos do Coral Contábile e de outros equipamentos públicos, incita a sociabilização das famílias e alunos e o respeito pelas diferentes culturas.

As crianças realizaram apresentações musicais entoando cânticos de diversos países, o que chamou a atenção da UNESCO, gerando um convite para apresentação no evento de divulgação do relatório mundial “Migrações, deslocamentos e educação”.

 

Coletivo Feminista Estudantil: diálogos para igualdade de gênero na escola
EMEF Sebastião Francisco, o Negro
DRE Itaquera

O “Coletivo Feminista Estudantil” surge a partir dos relatos de assédio vivenciados no trajeto de casa até a escola pela maior parte das adolescentes da EMEF Sebastião Francisco, O Negro. Esses relatos se transformaram em plataforma de estudos para discussões e reflexões sobre valores de igualdade e respeito, direitos das mulheres, machismo e relações de gênero.
As discussões do Coletivo ultrapassaram o ambiente escolar e se transformaram em ações com o propósito de disseminar a pauta sobre a igualdade entre os gêneros e o respeito à mulher no âmbito escolar e social, promovendo discussões coletivas, leituras, mostras de filmes e diálogo com o poder público, onde conversaram com vereadora Sâmia Bomfim para pesquisar sobre a participação das mulheres no âmbito político.

Em consonância com o Projeto Político Pedagógico da escola, o projeto entende que a escuta sobre a experiência dos educandos, aliada à reflexão crítica mediada pelo professor, é fundamental para o desenvolvimento de uma profunda e real transformação da sociedade, motivando cidadãos solidários e cientes de seus direitos e deveres.

 

Projeto Caminhos do Concreto
EMEF Júlio de Oliveira
DRE Pirituba / Jaraguá

A inciativa originou-se a partir de uma pesquisa investigativa sobre a história do bairro de Perus e, mais precisamente, sobre a história da antiga Companhia Brasileira de Cimento Portland S.A.

A linguagem escolhida pelos alunos para aguçar as investigações foi a fotografia, pela qual os alunos exploraram diversos equipamentos culturais, construindo conhecimentos nos diversos espaços educativos da cidade. A Biblioteca Padre José de Anchieta foi o local escolhido para realizar a exposição do trabalho produzido ao final das investigações fotográficas.
Além de ser um projeto interdisciplinar, que possibilitou a compreensão do território como espaço potencial de aprendizagem, também favoreceu a aproximação da escola com moradores do bairro (um deles, ex-trabalhor da fábrica, auxiliou ativamente com a pesquisa para a exposição), familiares, movimentos sociais e coletivos do bairro, que lutam para que a Fábrica, hoje patrimônio histórico municipal de São Paulo, seja transformada em um Centro Cultural.

 

Sementes dos Sonhos – vivências na agroecologia da cidade
CEU EMEF – Paulo Gonçalo dos Santos
DRE Santo Amaro

O CEU EMEF Professor Paulo Gonçalo dos Santos encontra-se no distrito de Pedreira, às margens da represa Billings, área de proteção ambiental profundamente impactada pela ocupação desordenada ocorrida nos processos de industrialização e urbanização.
O projeto “Sementes de Sonhos” nasceu nas aulas de Ciências Naturais e Geografia, nas classes de 6º ano. O estudo do solo, da agricultura e a história dos agricultores da família dos estudantes despertaram a curiosidade sobre assuntos da atualidade relacionados ao meio ambiente.

Para tratar dessa temática, os alunos e professores desenvolveram pesquisas coletivas considerando os sujeitos sociais envolvidos. Os alunos, protagonistas do processo de investigação, apresentaram seminários e propuseram discussões acerca da temática, com a participação ativa dos familiares e comunidade.

 

Grafismo e culturas indígenas: arte, manifestação cultural e tradição
CEU EMEF – Butantã
DRE Butantã

O projeto teve por objetivo contribuir para a reflexão dos estudantes acerca dos grafismos/pinturas nas culturas indígenas e seus usos, representações e simbologias, oferecendo a todos, da escola e da comunidade, a oportunidade de conhecer mais sobre os povos indígenas, evitando a reprodução dos padrões de silêncio, estereótipo, preconceito ou superficialidade.

O projeto envolveu diferentes disciplinas, recorrendo à matemática, por exemplo, para analisar as formas geométricas e a similaridade envolvida nos grafismos. Como parte da prática investigativa, os alunos visitaram aldeias, desenvolveram trabalhos artísticos e convidaram grupos indígenas para conversas e apresentações na unidade escolar.

 

Território Jaraguá
EMEF Estação Jaraguá
DRE Pirituba/Jaraguá

O projeto “Território Jaraguá” tem por objetivo resgatar a historicidade do distrito do Jaraguá entendendo a necessidade de compreensão do território, seus conflitos e suas potencialidades para melhor entendimento dos conceitos de lugar, paisagem, território, espaço geográfico e natureza. Para isso, foram desenvolvidos roteiros de aprendizagem que estimularam a prática investigativa sobre o bairro, sua história e suas características.

O projeto explora e utiliza os espaços e territórios da cidade como expansão do espaço educador da escola contando com o protagonismo dos alunos e a participação ativa da comunidade, dos educadores e da unidade escolar.
Todo o percurso desenvolvido foi registrado em um blog, com o intuito de disseminar a prática pedagógica.

 

Conhecendo e Sendo em São Paulo
EMEI Gabriel Prestes
Ipiranga

O projeto tem como fundamento a utilização da cidade como espaço integrador de conhecimento e participação social. Para sua realização foram feitas visitas a equipamentos públicos e pesquisas sobre cultura popular. Essa investigação resultou em um desejo de aprofundar a temática através da escuta das histórias e experiências trazidas pelos pais dos alunos, levando o projeto a realizar visitas também às residências das crianças. Dessa forma, a ação proporciona o fazer educativo integrado aos afetos e ao descobrimento de novas possibilidades de ser e estar na cidade.

A iniciativa visa valorizar a escuta das demandas da criança e criar situações em que ela, na interação com os parceiros e nas atividades socioculturais propostas, possa desenvolver sua autonomia e seu protagonismo, construindo e reconstruindo seus conhecimentos.

 

Todos os territórios são nossos: a criança como protagonista na escola e na cidade.
EMEI Ricardo Gonçalves
DRE Pirituba / Jaraguá

O projeto surgiu a partir do desejo de proporcionar uma aproximação das crianças e das famílias às possibilidades culturais e educativas oferecidas pelo bairro e pela cidade, para que pudessem usufruir melhor desses espaços e exercer ativamente um papel transformador em seu território.

Uma das premissas do projeto é que as crianças participassem como protagonistas desse processo de investigação, envolvendo-se nas tomadas de decisões e no planejamento das ações. Para isso, foi construído o Conselho Mirim, que opina em ações do dia a dia junto à equipe gestora da escola construindo pautas e afirmando seus desejos de aprendizado.
A partir dessas discussões, alunos e professores firmaram parcerias com bibliotecas, centros culturais e cinemas onde puderam usufruir desses espaços junto com as famílias.
Esta iniciativa foi desenvolvida para enriquecimento do currículo, integrando-o à vida e à cultura da cidade para que seja possível uma educação integral de qualidade.

 

A quadra da escola é de quem quiser!
EMEI Afonso Sardinha
DRE Pirituba / Jaraguá

Seguindo os preceitos do Plano Político Pedagógico, que destaca que a escola deve ser um espaço promotor de questionamentos e práticas focadas na inclusão, no respeito à diversidade e igualdade de direitos, as educadoras da EMEF Afonso Sardinha escutaram com atenção a demanda das crianças em relação a um problema concreto: o uso da quadra exclusivamente pelos meninos.

Para trabalhar essa discussão, as educadoras propuseram a produção de uma reportagem em vídeo possibilitando a atuação ativa dos alunos como criadores de ideias e protagonistas no processo de aprendizado. Nesse trabalho, os próprios alunos puderam tratar a problemática dialogando e aprendendo entre si.
O problema particular observado neste projeto se reproduz em diferentes contextos sociais. A iniciativa possibilita a ampliação do olhar para desconstruir padrões que promovem desigualdades e propicia conversas e reflexões sobre os direitos iguais para meninos e meninas, envolvendo, além das crianças, seus familiares e a comunidade.

*Post desenvolvido com informações e imagens divulgadas pelo Prêmio Territórios.

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