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Segundo encontro do SIEI acolhe angústias de professores

8 de julho de 2020 Ouvir o texto

O segundo encontro do SIEI, realizado em junho, teve como tema “A docência em tempos de pandemia” e abriu espaço para que professores e professoras da educação infantil, dos ensinos fundamental I e II e ensino médio compartilhassem de que maneira estão acolhendo os estudantes e as suas famílias desde que a escolas foram fechadas como medida para conter a disseminação da Covid-19.

Os educadores, de diferentes localidades do Brasil, participaram por meio de vídeos gravados e contaram como as escolas têm identificado as necessidades das famílias e estudantes, de que modo estabelecem contanto com eles, se estão promovendo atividades à distância e como selecionam e apresentam tais conteúdos para os alunos e alunas.

“Estamos passando por um desafio colossal e é muito importante reconhecer o esforço e a resiliência contagiante dos professores, gestores e demais profissionais da educação nesse momento”, afirmou Rodrigo Hübner Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, que foi um dos painelistas desse encontro do SIEI.

Além de Rodrigo, o evento contou também com a participação de Alexandre Schneider, professor assistente adjunto na Columbia Sipa e ex-secretário de Educação de São Paulo, e de Sônia Pelegrini, secretária de Educação de Presidente Prudente/SP. A mediação ficou a cargo de Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM.

“Em três meses, os professores passaram por um período intenso de aprendizado e adaptação para que hoje estejam conseguindo por em prática tantas coisas como ouvimos nos depoimentos”, destacou Sônia. Para ela, o momento é de ruptura e exige que tudo seja revisto. “Precisamos repensar o nosso currículo, os instrumentos que conseguimos dispor para atender as crianças e precisamos fazer o acompanhamento e a busca ativa: a criança que não chegou até a escola, eu tenho que encontrar uma forma de trazê-la”, enfatizou a secretária.

Alexandre classificou a situação atual como “momento de redução de danos” e ressaltou a importância do acolhimento das crianças e adolescentes durante o isolamento, para criar uma conexão com a escola. “Estamos enfrentando uma situação que não é normal para ninguém. Os profissionais de educação estão trabalhando sob condições para as quais não foram formados, enquanto as crianças estão em lares que não foram estruturados para elas passarem o dia inteiro estudando. Nosso foco, agora, deve ser em nos mantermos o mais próximo possível do aluno, para que ele retorne à escola, quando for o momento”, ressaltou.

Para terminar, a professora e pesquisadora Patrícia Sadovsky comentou os depoimentos dos professores e compartilhou suas considerações a partir da experiência que tem vivido de Educação Integral na Argentina durante a pandemia. Para ela, a escola deve levar em consideração a situação individual de cada estudante, compreender o contexto das suas casas para conseguir criar e estreitar vínculos. Ela questiona se as escolas estarão preparadas para continuar lidando com a participação mais ativa das famílias gerada pela pandemia e, por fim, ressaltou que os professores devem avaliar se de alguma maneira a adoção de tecnologias imposta pela situação contribuiu para o seu aprendizado individual.

Patrícia é doutora em Didática da Matemática pela Universidade de Buenos Aires e professora da Universidad Pedagógica Nacional. Ela dirige uma equipe de pesquisa que estuda a constituição de equipes de trabalho colaborativo entre pesquisadores e docentes na área do ensino da matemática.

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Os educadores que contribuíram com depoimentos para o SIEI foram Ayanda Ferreira, da EE Dom Veloso (Intibuara/GO), Consuelo Almeida, da CEMEI Pio Bittencourt (Salvador/ BA), Diego Navarro, da EMEF Padre José Pegoraro (São Paulo/SP), Érica Galdino, da EE Watson Clementino de Gusmão (Delmiro Gouvea/AL), Fabíola Nagano, da EEEF Alfredo Paulino (São Paulo/SP), Janaina Ramos, da EMEI Prof. Ernest Sarlet (Nova Hamburgo/RS), José Oliveira, da Escola MTI Adelino de Cunha Alcantra (São Gonçalo do Amarante/CE) e Sara Vergílio, da Rede estadual de São Paulo/SP.

“Ao dar espaço para os depoimentos desses professores, procuramos dar voz àqueles que estão lidando diariamente com todas as questões que surgiram com o fechamento das escolas. Com isso, queremos mostrar o trabalho desses profissionais, as dificuldades que estão enfrentando, assim como as facilidades que encontraram. Dessa forma podem inspirar todos aqueles que estão nos assistindo e vivendo situações parecidas em suas escolas”, pontuou Pilar.

O 6º SIEI é uma iniciativa da Fundação SM, que em 2020 foi dividido em três encontros virtuais, e conta com a parceria de Instituto Alana, Comunidade Educativa CEDAC, CENPEC, CIEDS, Centro de Referência em Educação Integral, Fundação Roberto Marinho/Futura, Instituto Rodrigo Mendes, Instituto Tomie Ohtake, SESC e SM Educação.

 

Para aqueles que não puderam acompanhar no dia ou que desejam rever, a gravação completa está disponível abaixo.

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